Bailarina de 16 anos é única brasileira na Copa do Mundo da Dança e fica em 18º lugar na competição na Irlanda

  • 08/08/2026
(Foto: Reprodução)
Bailarina de Garça leva música brasileira para a Copa do Mundo da Dança na Irlanda No balé, a exatidão nos movimentos executados e o polimento dos solos e apresentações em grupo são essenciais para aqueles que tem a arte como carreira. Esse estilo clássico de dança proporcionou a jovem bailarina Garça (SP), Gabriela Fujikawa, de 16 anos, a conquista do 18º lugar na Copa do Mundo da Dança, disputada em Dublin, na Irlanda. Sendo a única brasileira a participar da competição que trazia 11.500 bailarinos de mais de 60 países, a adolescente conta ao g1 como foi o processo de preparação ao grande dia e detalha a trajetória que iniciou quando tinha apenas 5 anos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp “Foi uma experiência única e muito emocionante! Além de poder viajar para Irlanda, ainda tive aulas com professores da Espanha, China e de Gales”, relembra. Para ela, é a constatação de todo o trabalho árduo feito nacionalmente. “Foi a certeza de que os bailarinos brasileiros podem ir cada vez mais longe e conquistar nosso espaço no mundo da dança”, acrescenta. LEIA TAMBÉM Adolescente ganha prêmio de melhor bailarina na Argentina e vai representar o Brasil na Copa do Mundo de Dança: ‘Inspiração’, diz professora Bailarina supera lesão no joelho, vence festival e se torna integrante de companhia: 'Orgulho da minha cicatriz' Na apresentação, Gabriela trouxe a coreografia Pedaços de Mim, um solo de jazz lírico com a canção “Desconstrução” do cantor Tiago Iorc. Dançarina de Garça (SP) representa Brasil na Copa do Mundo da Dança e fica em 18º lugar Arquivo pessoal Segundo a jovem, o objetivo era exaltar a música produzida no Brasil a partir da utilização da música, que fala sobre problemas estruturais do país e traz um alerta aos jovens sobre as redes sociais. “A ideia foi trazer para a dança a música brasileira e assim poder mostrar para o mundo a música e arte brasileira nos palcos internacionais”, explica. Rotina e apoio para a competição Durante a preparação para o evento, que ocorreu entre os dias 8 e 18 de julho, a adolescente passou meses treinando. “Foi um período de muito trabalho tanto nos ensaios quanto na busca por patrocínios e parcerias”, afirma. Além da vida como bailarina, ela também precisou conciliar as aulas de dança e os ensaios com os estudos. Dançarina de Garça (SP) conseguiu fnanciamento de empresa e apoio da prefeitura Arquivo pessoal Nesse tempo de treino, a família teve dificuldades de ter patrocínios que a auxiliassem a viajar à Irlanda para participar da Copa do Mundo da Dança. Após várias tentativas, eles conseguiram. “Consegui o patrocínio da minha passagem por uma empresa garcense e algumas parcerias e apoios de pessoas que reconhecem o meu trabalho. A prefeitura de Garça também cedeu o teatro municipal para um espetáculo com a renda revertida à viagem. E eu só tenho a agradecer a todos." Apoio da família Para a mãe Adriana Fujikawa, o suporte financeiro e emocional é importante no que diz respeito ao sonho, talento e dedicação de Gabi. “Sempre procuro incentivar e apoiar tanto emocionalmente quanto financeiramente, tentando dar o máximo de recursos para que ela possa se aprimorar cada vez mais na dança”, reconhece. Sobre o solo da filha, Adriana se recorda com orgulho da conquista da jovem: "Ver a minha filha conquistando espaço e fazendo o que ama, é muito gratificante”. Bailarina de Garça representa o Brasil na Copa do Mundo da Dança “A Jessica Bortaliero, professora da Gabi, sempre deu muito apoio e reconhecimento”, acrescenta. Ao g1 no início de 2026, a coreógrafa falou a respeito da dedicação da bailarina. “Gabriela é brilhante, não consigo imaginar ela com a gente por muito tempo. Ver ela brilhar, ver toda a felicidade dela, é pura inspiração para mim e para as colegas dela”, disse na época. Paixão de infância De acordo com a bailarina, o contato com as sapatilhas iniciou pouco tempo depois do tempo em que uma criança aprende a andar. ”Iniciei as aulas de ballet clássico aos 5 anos na escola municipal de cultura artística em Garça e me apaixonei cada vez mais pela dança”, conta. Aos 12 anos, começou os estudos de jazz no estúdio de Jessica. A partir desta época, ela se aprimorou com cursos e workshops. Dançarina de Garça (SP) iniciou contato com o ballet aos 5 anos Arquivo pessoal Em 2025, a jovem conquistou uma vaga para a final do Dance World Cup Latinoamérica, em Tigre, na Argentina, onde venceu na categoria na qual concorreu e levou o prêmio de Melhor Bailarina. Por conta desse resultado, ela garantiu uma vaga na Copa do Mundo da Dança, além de ter sido contemplada com uma bolsa para residência artística em Portugal, onde estudou dança contemporânea por 15 dias. E o futuro? 🩰 Depois de ter conquistado sucesso nacional e internacional, Gabriela revela qual será o próximo passo. “Agora estou me preparando para os exames da Royal Academy of Dance para me profissionalizar na dança”, conta. Com o apoio da mãe e os ensinamentos da professora, Gabi tem todo o suporte preciso para se especializar na profissão. “É uma emoção muito grande e a certeza de que além de dom, a bailarina tem que se dedicar muito para atingir os objetivos”, frisa Adriana Fujikawa. Dançarina de Garça (SP) representou Brasil e ganhou prêmio de melhor bailarina na Argentina Arquivo pessoal Initial plugin text *Sob a supervisão de Mariana Bonora. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/08/08/bailarina-de-16-anos-e-unica-brasileira-na-copa-do-mundo-da-danca-e-fica-em-18o-lugar-na-competicao-na-irlanda.ghtml


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